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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

As "Narizinhos" da Televisão!

EDY CERRI (1952 – 1967):

Foi a primeira Narizinho da TV Tupi e por isso, nada mais justo do que abrir este sub-site com ela. Edy representou a personagem nos anos 50 e 60. Foi a atriz que interpretou a Narizinho por mais tempo: dos onze até (pasmem) os 26 anos de idade!

O Sítio do Picapau Amarelo na TV Tupi era ao vivo, feito diariamente como um teatro e a imagem era em preto e branco. Edy é baixinha e naquela época acharam que ela se passaria por criança com facilidade. Assim, preferiram mantê-la no papel por muitos anos. Ela fazia parte do elenco da emissora paulista. Na emissora correspondente à Tupi no Rio, a Narizinho e os outros personagens (exceto a Emília, interpretada em ambas as cidades por Lúcia Lambertini) eram interpretados por outros atores.

Edy não interpretou a Narizinho por quinze anos consecutivos, mas nesse período, entre uma novela e outra, ela acaba voltando a ser a Narizinho.

Pelo que dizem os que tiveram a oportunidade de assistir Edy Cerri como Narizinho, ela saiu-se muitíssimo bem no papel.


Para ver as fotos da Narizinho Edy
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ROSANA GARCIA (1977 – 1980):

Foi a primeira Narizinho da Rede Globo. Rosana também foi a atriz que por mais tempo interpretou essa personagem na emissora (quatro anos) e que mais ficou marcada por ela.

O “Sítio do Picapau Amarelo” começou a ser produzido pela Globo em 1976 (contando com uma parceria da TVE) quando até uma casa foi preparada no Rio de Janeiro com quintal, galinheiro e tudo o mais, e desde então o elenco começou a ser escolhido a dedo. Para viver Lúcia, a menina do nariz arrebitado, os diretores escolheram Rosana, que já havia participado de novelas da emissora (“Primeiro amor” de 1971, “Bicho do Mato” de 1972", “O Semideus” de 1973, “Fogo sobre Terra” de 1974) e fizera bastante sucesso na novela infantil de Maria Clara Machado “A Patota”, de 1972/1973, vivendo a sonhadora menina Juliana.

Mas o Sítio do Picapau Amarelo acabou estreando somente em março de 1977 (mesmo já tendo cenas do chamado “episódio piloto” gravadas no ano anterior) e não alcançou sucesso imediato. Nos primeiros meses as histórias eram contadas de maneira muito lenta e inadequada para prender a atenção das crianças. Depois de 90 capítulos corridos, em formato de novela, o programa sofreu uma grande modificação: passou a ser divido em séries ou episódios com em média 20 capítulos cada, e com títulos diferentes. Assim, logo caiu no gosto da criançada e a audiência subiu consideravelmente!

Quando o Sítio estreou, Rosana estava afastada da TV havia mais de dois anos; talvez já estivesse reservada para este programa embora a Globo tenha testado outras meninas além dela para o papel de Narizinho.

O Sítio estava planejado para ficar no ar por uns dois anos. Mas agradou tanto que foi ficando, ficando... Até que, em 1980, Rosana deixou o programa porque já estava crescida demais para interpretar uma criança de 7 anos (ela deixou de ser a Narizinho exatamente quando completava 16 anos). Uma festa de despedida foi organizada pela Globo, onde Rosana e Júlio César (intérprete do Pedrinho que também estava com 16 anos completos) apareceram pela última vez como Narizinho e Pedrinho.

Bem antes porém, no começo de 1978, houveram três trocas de atores: Dirce Migliaccio (Emília), Dorinha Duval (Cuca) e Germano Filho (turco Elias) haviam deixado o Sítio no final de 1977 e em seus lugares entraram, respectivamente Reny de Oliveira, Stella Freitas e Francisco Nagen.

Em 1980 (ou final de 1979), surgia um novo personagem: João Perfeito (interpretado pelo ator Ivan Senna), mais um empregado do Sítio. Ele chegou para fazer companhia ao engraçado Zé Carneiro (Tonico Pereira) no lugar de Garnisé (Canarinho). Esses dois personagens estavam no Sítio desde o começo, mas Garnisé costumava ir e voltar; e durante todo o ano de 1980 ficou fora do programa voltando apenas no último episódio daquele ano: "A Máscara do Futuro", que falava do crescimento das crianças e foi feito pra explicar a saída de Rosana e Júlio do programa. Assim, no final da temporada de 1980 foi formado o inesquecível trio cômico do programa: Zé Carneiro, Garnisé e João Perfeito que dali pra frente passaram a atuar juntos.

Um espetáculo à parte eram as aberturas do programa. A cada ano uma novidade, ao som de uma bela e marcante canção de Gilberto Gil composta especialmente para o programa (e com o mesmo nome). Em 1977 apareciam desenhos de bichinhos que se moviam. Em 1978 era mostrada uma mão folheando um livro de Monteiro Lobato dentro do qual apareciam cenas do programa. Em 1979 havia bichos ao redor das cenas que iam aparecendo. E em 1980 eram mostrados desenhos dos personagens do Sítio feitos por crianças.

Ainda hoje, aos 45 anos, Rosana é lembrada como Narizinho, sua personagem mais marcante (e parece que ela já se acostumou com o fato de que sempre será chamada assim).

Com uma excelente atuação e sucesso absoluto na difícil tarefa de ser uma adolescente interpretando uma criança, Rosana Garcia também foi a Narizinho que esteve presente em mais séries (ou episódios, como muitos dizem) do programa na Globo.

Ela fez os noventa capítulos iniciais em formato de novela já mencionados neste texto seguidos das séries: “A Cuca vai pegar”, “João Faz de Conta”, “O anjinho da Asa Quebrada”, “Peninha - o menino Invisível”, “O terrível Pássaro Roca”, (ano de 1977); “O Cupido Maluco”, “A Raiz Milagrosa”, “Os Piratas do Capitão Gancho”, “O Minotauro”, “A Reinação Atômica”, “A morte do Visconde”, “Memórias da Emília”, “Quem Tem Boca Vai à Roma”, “O Outro Lado da Lua” (ano de 1978); “Dom Quixote - o Cavaleiro da Triste Figura”, “O Curupira”, “Quem Quiser Que Conte Outra”, “Olhos de Retrós”, “O Gênio da lâmpada”, “Emília, Romeu e Julieta”, “O Casamento da Raposa”, “Davi e Golias”, “O Rapto de Rabicó” (ano de 1979); “A Santa do Pau Oco”, “Não Era Uma Vez”, “A Sacizada”, “A Rainha das Abelhas”, “A Galinha dos Ovos de Ouro”, “O Dia em Que Emília Morreu”, “Elementar Emília”, “A Máscara do Futuro” (ano de 1980).


Para ver as fotos da Narizinho Rosana
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DANIELE RODRIGUES (1981 - 1982):

No ano de 1980, a Rede Globo lançou um concurso para escolher os novos Narizinho e Pedrinho. A emissora recebeu mais de sete mil cartas, de crianças de todo o Brasil que sonhavam entrar para o elenco do programa. Após muitas entrevistas e testes, Daniele Cristina Rodrigues foi a escolhida para ser a menina do narizinho arrebitado. Marcelo José Patelli foi o escolhido para ser o Pedrinho.

Atriz nata, mas inexperiente, Daniele estava fazendo sua estréia na TV já com a responsabilidade de interpretar esta grande personagem. Contudo, a escolha não poderia ter sido melhor: de todas as Narizinhos que surgiram até hoje, Daniele foi, na opinião de muitos, a mais parecida com a personagem criada por Monteiro Lobato - não só pela idade, aparência física e a maneira como era vestida e penteada, mas também pela sua maneira de interpretar. Tamanha era a naturalidade, o entusiasmo e a verdade com que ela vivia a personagem que dava impressão de que ela era a Narizinho que pulou das páginas de Lobato direto para a tela da TV.

Com a entrada de Daniele, a Globo pôde trazer para sua telinha a Narizinho-menina-inocente, que usava laços de fita no cabelo, vestidinhos fofos e meias brancas. Ela tinha um tipo físico muito diferente do de Rosana Garcia, a quem as crianças da época estavam apegadas; mas soube compensar esse fato com ingredientes como talento, doçura, humor, carisma e a pureza de sua infância - Daniele tinha apenas nove anos de idade (e aparentava ter os sete de sua personagem).

Foi desse modo então, que na sua reestréia (em março de 1981) com a presença das crianças, o Sítio entrou em uma nova fase. Na abertura que permaneceu quase o ano todo eram mostrados em um álbum de fotos em que as imagens se moviam, os novos atores mirins caracterizados como seus personagens juntamente com todo o elenco principal. Mas essa não foi a primeira abertura do ano; antes houve uma outra que ficou pouquíssimo tempo no ar, em que aparecia a casa do Sítio em uma imagem azulada e a música tema era cantada por um coral de crianças em vez da gravação original de Gilberto Gil.

Por questões de “brasilidade” a Rede Globo optou em colocar na abertura do programa os nomes dos novos atores da seguinte forma: Daniela Rodrigues (assim, com “A” em vez de “E” no final) e Marcelo José (omitindo o sobrenome italiano, Patelli). Também retirou um “L” de Marcello.

O ano de 1981 também trouxe outra mudança: a entrada da atriz Catarina Abdalla para viver a Cuca (personagem antes vivida por Dorinha Duval e Stella Freitas).

Em 1982 foi comemorado o centenário do nascimento de Monteiro Lobato, unindo muita qualidade e quantidade nas séries apresentadas: foi o ano que teve o maior número de séries (e todas ótimas). O programa também ganhou novos cenários (o visual dos cômodos do interior da casa foi modificado) e uma nova abertura (que acabou sendo mantida em 1983 e 1984): várias imagens como árvore, riacho, estrada, frutas, gado e porteiras iam sendo mostradas em preto e branco e depois eram cobertas por um arco-ires que vinha colorindo tudo em volta. Também houve mudança no formato do Sítio: as séries passaram a ter de 5 a no máximo 20 capítulos, o que deu ao programa mais rapidez, movimento e emoção já que não dava para perder um único capítulo!

Mas este acabou sendo o último ano de “Dani” (como é carinhosamente chamada por amigos e fãs do Sítio) no papel de Narizinho. Em 1983 seu padrasto teria que mudar-se para Mogi Mirim (no interior paulista), devido à uma transferência profissional e ela teria que acompanhar a família na mudança. Ao final da temporada de 1982, a própria Dani avisou o diretor Geraldo Casé sobre sua saída e ele decidiu dar a ela um presente de despedida muito especial: o episódio "Reinações de Narizinho", que estava planejado para o ano seguinte (1983).

Daniele Rodrigues foi a Narizinho das seguintes séries do Sítio: “A Chave do Tamanho”, “O Fazedor de Milagres”, “O Espelho da Cuca”, “As Caçadas de Pedrinho”, O Circo de Escavalinho”, “Rapunzel”, “Abu Kir e Abu Sir”, “O Pé de Feijão”, (à essa seqüência de três episódios a partir de “Rapunzel” em que eram mostrados contos de fadas com os atores do Sítio entrando nas histórias e vivendo os personagens destas enquanto elas eram contadas, foi dado o nome de “Entrou por uma porta e saiu por outra”), “O Homem Que Quis Laçar Deus”, “O Nascimento do Saci” (ano de 1981); “A Sobrinha da Cuca”, “Ali Babá, Emília e os 40 Ladrões”, “A Bela e a Fera”, “A Canastra da Emília”, “Pinóquio”, “A Grande Vingança da Cuca”, “Era Uma Vez Uma Bela Adormecida”, “A Chave Particular do Tamanho”, “Os Besouros da Emília”, “O Rapto das Estrelas”, “Um Estranho Conto de Fadas”, “Aí Vem Tom Mix”, “Reinações de Narizinho” (ano de 1982).


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IZABELLA BICALHO (1983 – 1984):

Apenas alguns meses após o término da novela das 20 horas da Rede Globo “Sétimo Sentido” de 1982, da qual participara vivendo a filha de Priscila Capricci/Regina Duarte encontrada em um orfanato (a menina tinha o mesmo nome da mãe), Izabella foi escalada para substituir Daniele Rodrigues no papel de Narizinho. Entusiasmada com a oportunidade, ela trocou um trabalho no cinema pelo Sítio (seria seu segundo filme, pois ela já havia participado de “O Vagabundo Trapalhão” de 1982).

A atriz mirim, que também já havia trabalhado na novela “Coração Alado”, de 1980/1981 (interpretando a personagem Márcia), além de ter feito pequenas participações na novela “Água Viva” (de 1980) e no programa humorístico “Chico Total”, tinha o que a Rede Globo queria: idade, tamanho e tipo físico aproximados aos de Daniele. Assim, o visual da Narizinho não foi modificado com a entrada dela no programa: os lacinhos, vestidinhos e meinhas foram mantidos (inclusive algumas das roupas que Dani usara foram também usadas por Izabella).

Izabella encarou a personagem com profissionalismo desde o começo, embora sua imagem ainda estivesse bastante associada à sua personagem anterior, a menina Priscilinha, personagem bem urbana, diferente da Narizinho. Ela também teve seu nome "abrasileirado" pela Globo na abertura do programa: Isabela Bicalho (com um “S” no lugar de “Z” e com um “L” a menos, já que o correto é Izabella).

E o ano foi marcado por muitas mudanças além da Narizinho: novo horário, passando do fim de tarde para o meio-dia, logo após o programa infantil “Balão Mágico” que estava estreando; pelo retorno ao formato anterior, com séries de 20 capítulos ou mais; pela troca da atriz que interpretava a boneca Emília (Suzana Abranches entrou no lugar de Reny de Oliveira, que vivera a boneca por cinco anos); e pela saída do ator Tonico Pereira (o Zé Carneiro), que deixou o programa no primeiro semestre do ano e em seu lugar entrou o ator Silveirinha com o personagem Zeca do Pombo (que por sua vez, ficou no programa apenas até o final da temporada de 1983). Alguns atores e/ou personagens do “Arraial de Tucanos” também foram trocados, como o sub-prefeito, o carteiro e a dona da pensão.

A partir de 1983, além das férias de final de ano (dezembro a fevereiro), o programa também passou a tirar férias em julho, quando eram reprisadas séries de anos anteriores (as reprises ocorriam tanto em julho como em dezembro/janeiro). Alguns dos episódios reprisados nesses períodos de férias foram: "A Cuca Vai Pegar (1977)", "O Circo de Escavalinho (1981)", "A Chave do Tamanho (1981)", "O Minotauro (1978)", "Aí Vem Tom Mix (1982)", entre outros.

Izabella permaneceu no programa até 1984, ano em que o Sítio voltou ao antigo horário e as séries ficaram ainda mais longas e lentas, sempre com mais de 35 capítulos, que passaram a ser inteiramente gravados em locação fixa na casa do Sítio e arredores. Ao final desta temporada, ela e Marcelo José Patelli (que fora Pedrinho por quatro anos) saíram para dar lugar a crianças menores.

Essas foram as séries de Izabella Bicalho no Sítio: “Viagem ao Céu”, “Robson Crusoé”, “A Guerra dos Sacis”, “Califa Por Um Dia”, “O Gato Félix”, “Emília Borralheira”, “O Burro Falante” (ano de 1983); “A Arca da Emília”, “A Reinação do Esperto Come Esperto”, “A Volta do Anjinho”, “Visconde de Sabugosa”, “Barba Azul - o Cara de Coruja” (ano de 1984).


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GABRIELA SENRA (1985 – 1986):
Ela foi a quarta e última Narizinho da versão anos 70/80 do Sítio do Picapau Amarelo da Rede Globo. Gabriela entrou para o programa em 1985 junto com Daniel Lobo (o novo Pedrinho) após vários testes que foram realizados para escolher a nova dupla de atores mirins a serem os netos de Dona Benta.

Mas a troca das crianças não foi a única novidade daquele ano. O programa passou por outras transformações: para começar não estreou em março como acontecia todos os anos, mas sim nas férias de julho para em agosto sair novamente do ar. Passou a ser um programa de férias.

Além da série que foi ao ar em julho, foi gravada uma outra que ficou guardada para ir ao ar somente em janeiro de 1986 com a triste missão de fazer a despedida da mais marcante e querida versão do Sítio do Picapau Amarelo feita até hoje por uma emissora de TV (que ficou no ar por quase nove anos).

Outro fato importante a ser comentado, é que o visual das crianças também foi modificado em 1985. Gabriela foi uma Narizinho diferente, que usava short, tênis, relógio de pulso e camiseta. O cabelo dela era repicado, bem à moda dos anos 80. Um choque e tanto para o público, que já estava acostumado a ver a Narizinho usando vestidos de mangas fofas e laços no cabelo. O vocabulário das crianças também ficou mais moderno, com mais gírias inclusive. E a Narizinho era uma pré-adolescente que dava aulas no “Arraial de Tucanos”!

Alguns personagens como João Perfeito e Garnisé deixaram o programa e o turco Elias (Francisco Nagen) perdeu repentinamente o seu sotaque!

Na série que foi ao ar em 1986 a Cuca foi interpretada pela atriz Rosana Israel, que substituiu Catarina Abdalla (naquela época, Catarina estava atuando no seriado “Armação Ilimitada”).

Em julho de 1985 a abertura do programa apareceu com um novo arranjo para música de Gilberto Gil, mais moderno e futurista como também eram as imagens mostradas. Em janeiro de 1986, com outra modificação no arranjo da música, o programa ganhou uma abertura ecológica, bastante adequada à história que estava sendo contada.

Embora seu nome conste em duas temporadas, na prática Gabriela Senra foi Narizinho por apenas dois meses (com o espaço de cinco meses entre uma aparição e outra) e participou de duas séries do Sítio: “O Enigma Enigmático” (exibida em julho de 1985) e “A trilha das araras” (exibida em janeiro de 1986).


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LARA RODRIGUES (2001 – 2004):
Em 2001 a Rede Globo finalmente resolveu que estava na hora do Sítio do Picapau Amarelo voltar. Assim, o programa reestreou numa nova versão, em outubro daquele ano. Novidades não faltaram: todos os personagens sendo interpretados por outros atores, cenários diferentes e mais artificiais (a casa do Sítio era um cenário montado no Projac), figurinos mais modernos, efeitos especiais que não existiam antes, Dona Benta usando computador para consultar sites e se comunicar com amigos e até com Pedrinho enviando e-mails!...


A Narizinho escolhida para este tão esperado retorno do programa foi a menina Lara Rodrigues, que entrou ao lado do Pedrinho César Cardadeiro, e se saiu muito bem no papel. Durante as férias de final de ano, haviam reprises de episódios anteriores desta nova versão.

Cada série ou episódio tinha cinco capítulos, ou seja: um novo episódio a cada semana.

Lara deixou o programa aos 13 anos, no começo de 2004 quando fez seu último episódio. Ela e César saíram para dar lugar a crianças menores que eles.

Os episódios de Lara Rodrigues no Sítio como Narizinho foram os seguintes: “Reino das Águas Claras”, “O Saci”, “As Caçadas de Pedrinho”, “Reinações de Narizinho”, “A Viagem ao País das Fábulas”, “A Festa do Faz-de-conta”, “Viagem ao Céu”, “A Reforma da Natureza” (ano de 2001), “Picapau Amarelo”, “Dom Quixote das Crianças”, “O Minotauro”, “Memórias de Emília”, “Os Doze trabalhos de Hércules”, “O Poço do Visconde”, “Histórias Diversas”, “Aventuras de Hans Staden”, “Histórias das Invenções”, “Peter Pan”, “Histórias da tia Nastácia”, “Fábulas”, “Volta ao Reino das Águas Claras”, “Perigo no Reino das Águas Claras”, “O Fantasma do Picapau”, “As Caçadas do Barão de Muchausen”, “Memórias do Picapau Amarelo”, “O Menino Bruxo”, “A Convenção das Bruxas”, “O Mapa do Tesouro”, “O Cangaceiro Lobisomem”, “A Pedra Mágica de Tupã” (ano de 2002), “O Extraterrestre”, “A Lenda do Rei Artur”, “O Primo do Carijó”, “A Bela e a Fera”, “Juca Pirama”, “Rapunzel”, “Os Bandeirantes”, “O Coronel Timbó”, “O Sumiço da Emília”, “O Gran Circo Mefistofélico” (ano de 2003), “O Rodeio”, “A Estrada” (ano de 2004).


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CAROLINE MOLINARI (2004 – 2005):

Em 2004 o elenco do Sítio sofreu poucas modificações. A mais significativa foi a troca das crianças. A partir do mês de abril uma nova dupla de atores-mirins passaram a interpretar Narizinho e Pedrinho. Ao lado da nova Narizinho Caroline, chegou o novo Pedrinho João Vitor da Silva.

O formato do programa manteve-se o mesmo, sendo dividido em episódios (ou séries) e o figurino da Narizinho ficou mais infantil, com mais lacinhos no cabelo e vestidos de mangas fofas.

Ao final do ano foi regravada com os novos atores mirins a série “Dom Quixote Para Crianças”, antes apresentada em 2002.

Em 2005, muitas mudanças, sob a nova direção de Cininha de Paula: o programa ganhou formato de novela, a Emília ganhou uma companheira (a nova boneca de Narizinho: Paty Pop, também falante, vivida pela atriz mirim Thávine Ferrari) e houveram novas trocas de cenário e elenco. Saiu a Dona Benta Nicete Bruno e em seu lugar para viver esta personagem entrou Suley Franco. Também saiu o Visconde Cândido Damm e em seu lugar entrou Aramis Trindade.

A turma do Sítio passou a dividir a função de protagonistas da história com o casalzinho de adolescentes Cléo (Karen Marinho) e João da Luz (Henrique Ramiro).

Foram as seguintes séries que contaram com a presença da Narizinho Caroline Molinari: “A Menina da Selva”, “D.A.N.C.E.”, “O Circo”, “A Menina dos Pés de Cabra”, “Aladim”, “O Pequeno Samurai”, “Dom Quixote das Crianças” (ano de 2004); “O Preço do Verdadeiro Amor” (ano de 2005 – em formato de novela, que durou o ano inteiro).


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AMANDA DINIZ (2006):

Muitas mudanças marcaram o começo da temporada de 2006 no Sítio do Picapau Amarelo. Mais uma vez foi trocado o casal de atores mirins, mas desta vez para que as crianças dessem lugar a dois pré-adolescentes: Amanda como Narizinho e Rodolfo Valente como o Pedrinho.

A Rede Globo queria que as crianças fossem "menos crianças" porque a intenção da emissora era destinar o programa a um público mais crescido, com enfoque em histórias de amor juvenis como já vinha acontecendo desde o ano anterior. Caroline Molinari estava com a idade adequada a esses planos, mas devido ao fato de João Vitor (Pedrinho), ser dois anos mais novo que ela, os dois acabaram sendo substituídos.

Personagens como a boneca Paty Pop e o ajudante da Cuca “Pesadelo” deixaram o programa.

Por outro lado, o novo direitor, Carlos Manga, queria reaproximar o Sítio do universo labatiano e modificou o figurino da Emília e de outros personagens, mexeu nos cenários e inseriu fadas, príncipes, e princesas na trama.
O casal central da trama infanto-juvenil que se desenvolveu ao longo daquele ano passou a ser a Princesa Thirza (Fany Georguleas) e Príncipe Theo (Thiago de Los Reyes). No final eles se casam com outros personagens.

O episódio em formato de novela que durou todo o ano e teve Amanda Diniz como Narizinho foi: “Entre o amor e a promessa”.


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RACHEL DE QUEIROS (2007):

O Sítio do Picapau Amarelo nesse ano passou a ter não apenas um estilo bem “lobatiano” como também voltou às histórias originalmente “lobatianas”, tiradas ou inspiradas nos livros do escritor.

O formato antigo também estava de volta, com o programa divido em séries (ou episódios), abandonando o estilo novelinha infanto-juvenil que havia sido adotado nos anos de 2005 e 2006. Assim, o Sítio voltou a ficar mais infantil, mais dirigido às crianças.

Houve uma mudança geral no programa. Todo o elenco foi trocado e para dar vida à menina do nariz arrebitado foi escalada a atriz mirim Rachel de Queiroz que tivera destaque na novela “Páginas da Vida” em 2006 vivendo a bailarina Giselle quando criança (menina que sofria de bulimia). Vitor Mayer passou a ser o Pedrinho.

Os cenários também foram modificados, assim como os personagens e atores do “Arraial de Tucanos”. Os figurinos também sofreram mudanças. Enfim, o programa foi inteiramente reformulado.

As séries que contaram com a participação de Rachel de Queiroz foram: “O Saci Contra-ataca”, “As Invenções do Visconde”, “O Adorável Abominável”, “A Nova Reforma da Natureza”, “Quem Quiser que Conte Outra” e “O Anjinho da Asa Quebrada”.


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